Primeira fase:
Mesa de Luz surgiu em março de 2008, como proposta de dialogo entre liveimage e performance, as primeiras apresentações foram realizadas em festas por do Vale e Mencarini. O público era convidado a imergir nas imagens, participando efetivamente da construção destas, sendo envolvido na atmosfera concebida pelos artistas na Mesa de Luz.
Em Mesa de Luz, constrói-se uma relação entre o corpo e a imagem, o corpo junto a objetos comuns criavam imagem, e esta estabelecia o reconhecimento. A forma como cada fruidor interagia com a Mesa, criava uma diferente imagem projetada no telão, trazendo uma relação de si mesmo e de alteridade com os corpos presentes.
Dado o caráter inovador das apresentações de Mesa de Luz, surgiu o interesse do público e dos curadores da cidade.
Segunda fase:
Havia a necessidade de criar em Mesa de Luz um corpo heterogêneo, misturado e coeso. Percebemos então a necessidade de fazer do sistema de Mesa de Luz uma máquina. Uma máquina que sozinha, pelo seu próprio corpo produza uma manifestação audiovisual perfomática. Para que essa máquina tivesse vida própria, era necessário que ela fizesse som, não dependesse mais de uma festa para existir, de um acontecimento paralelo à ela, ela sim deveria escolher quais espaços para ela são mais favoráveis. Mesa corpo, Mesa escolha.
Convidamos, então, Seferin, para fundir-se ao grupo e com essa formação, o grupo passou a criar suas próprias composições audiovisuais performáticas e apresentar-se em mostras de videoarte, encontros de arte e tecnologia e eventos culturais urbanos.
Esse deslocamento de espaço levou à modificações; A primeira diferença foi no afastamento do público e conseqüentemente na modificação do caráter de interação que a Mesa tinha anteriormente. A interação do público na primeira fase foi essencial para explorar ao máximo as possibilidades de composição entre os diversos materiais e objetos cotidianos, não somente na manipulação, movimento, formas de colagem, escolha de objetos e matérias como também na relação estabelecida entre os três. Com o afastamento do público essa relação ficou mais evidente, formando assim um agenciamento particular entre os três corpos que manipulam todo o sistema-maquina Mesa de Luz.
Passamos a nos reunir e ensaiar as apresentações, como uma banda de música que cria um sete-liste, passamos a criar temas. Cada tema passava a dar o tom, promover fluxos, possibilitar em fim, um corpo próprio, único. Cada tema sugere subjetividades próprias, particulares, influindo nas escolhas de materiais, objetos, imagens e sons.
O tema estabelece um caminho, o som dá a métrica, o vídeo e a colagem abraçam-se. A fusão é completa, mistura, mestiçassem sonora, cor, corpo e luz. Mesa de encontros, três corpos juntos, um triangulo.
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